(Memorial Poço do Mato, acervo Neca Machado)
TRIBUTO A PEROLA NEGRA
PIEDADE VIDEIRA
O Batuque que pulsa no olha dessa Negra.
É um batuque de sedução
O batuque que pulsa no olhar
É PIEDADE,
Piedade Senhor!
Peço remissão.
O batuque é raiz de uma raça contida
Que ela trás serena no olhar.
Peço PIEDADE por meus pecados
Piedade Senhor,
Piedade Senhor...
O Batuque vem de lá.
O batuque vem de lá
Vem de tão longe,
Vem de alem mar.
E as águas num vai e vem
Mar acima, MAR ABAIXO...
Trouxe esta negra
De tão longe, só pra nos encantar.
E eu volto a pedir Piedade,
Piedade Senhor,
Piedade Senhor,
E eu volto a pedir
Piedade,
Piedade SENHOR,
Piedade Senhor....
Pra onde tu vais rapaz
Por este caminho sozinho
Vou fazer minha morada
Lá nos campos do Laguinho...
O MEMORIAL DA NECA MACHADO, é um espaço de preservação da memoria do Amapá, possuimos, dados biograficos de Pioneiros, artistas plasticos, obras de arte, mitos e lendas e orientamos trabalhos academicos> (COBRAMOS PELA ORIENTAÇÃO)Para adquirir FOTOS> contatos>necamachado@hotmail.com
POÇO DO MATO EM 1990
TODAS AS FOTOS SÃO DA NECA MACHADO e possuem direitos autorais
terça-feira, 9 de novembro de 2010
SAMBA
POÇO DO MATO – SAMBA ENREDO
MOCIDADE INDEPENDENTE JARDIM FELICIDADE – CARNAVAL 2007.
“AGUAS LAGUINENSES QUE BANHARAM MEU CORPO E SACIARAM MINHA SEDE”
Compositor: CARLOS PIRÚ
Lalalaia Laia vai Mocidade.
POÇO DO MATO, é Laguinho, é historia,
Enredo que balança minha escola!
Século passado
Amapá Território Federal
Vida nova para o povo
Era preciso sanear a capital.
Lá no Laguinho rufa o tambor
Água brota desse chão
Se constrói o POÇO DO MATO,
Obra de divina inspiração
Desbrava a rua encanador
E o progresso vem pela tubulação.
Água encanada chegou, deixa jorrar.
Banhar meu corpo, vem minha sede saciar.
Água encanada chegou deixa jorrar
É festa e alegria está no ar.
Ah! POÇO DO MATO a tua existência
Se confunde com o Laguinho
Era lá que os meninos passarinhavam
E despertavam a imaginação,
Misticismo, contos e estórias.
Agora é só recordação,
Com arte, perseverança e fé.
Te tornaram imortal
Na musica e poesia.
E num singular MEMORIAL.
MOCIDADE INDEPENDENTE JARDIM FELICIDADE – CARNAVAL 2007.
“AGUAS LAGUINENSES QUE BANHARAM MEU CORPO E SACIARAM MINHA SEDE”
Compositor: CARLOS PIRÚ
Lalalaia Laia vai Mocidade.
POÇO DO MATO, é Laguinho, é historia,
Enredo que balança minha escola!
Século passado
Amapá Território Federal
Vida nova para o povo
Era preciso sanear a capital.
Lá no Laguinho rufa o tambor
Água brota desse chão
Se constrói o POÇO DO MATO,
Obra de divina inspiração
Desbrava a rua encanador
E o progresso vem pela tubulação.
Água encanada chegou, deixa jorrar.
Banhar meu corpo, vem minha sede saciar.
Água encanada chegou deixa jorrar
É festa e alegria está no ar.
Ah! POÇO DO MATO a tua existência
Se confunde com o Laguinho
Era lá que os meninos passarinhavam
E despertavam a imaginação,
Misticismo, contos e estórias.
Agora é só recordação,
Com arte, perseverança e fé.
Te tornaram imortal
Na musica e poesia.
E num singular MEMORIAL.
POESIAS
TRIBUTO AO POÇO DO MATO
I
Das entranhas da mata
Sangra tua vida, brota da Terra.
O suor de tua alma.
Oh! POÇO DO MATO
Mata minha sede
Mata os olhares de Negros piedosos,
E lava a alma e a pele
Dos pescadores,
Do Igarapé das Mulheres descalças
Desnudas e sofridas.
Oh! Meu POÇO DO MATO,
Banha seus pés,
A eles que se rendem
As suas dores.
Mulheres negras com potes
Em cabeças sofridas,
Es tu oh! POÇO DO MATO.
Acalanto e encanto
Para suas vidas.
I
Das entranhas da mata
Sangra tua vida, brota da Terra.
O suor de tua alma.
Oh! POÇO DO MATO
Mata minha sede
Mata os olhares de Negros piedosos,
E lava a alma e a pele
Dos pescadores,
Do Igarapé das Mulheres descalças
Desnudas e sofridas.
Oh! Meu POÇO DO MATO,
Banha seus pés,
A eles que se rendem
As suas dores.
Mulheres negras com potes
Em cabeças sofridas,
Es tu oh! POÇO DO MATO.
Acalanto e encanto
Para suas vidas.
LIVRO
MITOLOGIA AMAPAENSE
Estórias recontadas por Neca Machado
Mitologia Amapaense é uma coletânea de conversas com PIONEIROS residentes no Estado do Amapá, recolhidas ao longo de mais de vinte anos, onde aprendemos somente a escutar estórias, que fizeram parte de nossa infância, vividas no bairro do Laguinho, reduto de manifestações culturais expressivas, misturando lembranças de uma geração em que a importância das historias contadas por minha avó Dona Leopoldina Machado perpetuou dentro de mim, um sentimento de bairrismo com nossa raiz afrodescendente para dividirmos com as futuras gerações que não conhecem a historia do Amapá.
Tomamos um amor especial por um tema onde o POÇO DO MATO, é central, ele fica localizado no coração do bairro do Laguinho, no meio da Avenida Padre Manoel da Nóbrega, no centro da cidade de Macapá, entre as ruas: General Rondon e São José, e foi declarado Monumento de interesse cultural do Estado do Amapá, através do Projeto de Lei nº 037/93, da Câmara de Vereadores do Município de Macapá.
O POÇO DO MATO possui importância impar para o povo amapaense, foi tema de samba enredo da Escola Jardim Felicidade no ano de 2007, por indicação do carnavalesco Carlos Pirú, e teve como samba enredo o titulo: “Poço do Mato, águas laguinenses que banharam o meu corpo e saciaram minha sede.” Era um cenário de um meio ambiente cultural até a década de setenta dos mais belos no entorno da área de ressaca do Laguinho. Pela crendice popular, em sua área de densa floresta, povoavam mitos e lendas, onde o cenário de medo predominava, com seres inimagináveis, assombrações e personagens folclóricos que se misturavam num espetáculo de magia e encantamento que fizeram parte da infância de muita gente no Amapá. Hoje totalmente desaparecido por sucessivas invasões.
Uma das principais personagens referenciais do POÇO DO MATO, foi o executor da obra que fazia parte do desenvolvimento da antiga Companhia de Água do Amapá, era o português ANTONIO PEREIRA DA COSTA, nascido em Vila Nova de Gaia-Porto-Portugal a 17 de fevereiro de 1901, e falecido em Macapá a 03 de julho de 1983.
AGRADECIMENTOS
Peço desculpas às crianças por elaborar uma coletânea dedicada às lembranças de uma amapaense saudosista, e as pessoas grandes, as memórias de PIONEIROS que esquecidos pelo poder público, e em conversas de “pé de ouvido” contaram-me preciosidades debruçando-se sobre o passado num misto de saudade e lirismo.
Dedico este exemplar a memória de IZABEL MACHADO, heroína das Ilhas paraenses, desbravadora, e MINHA MÃE, a Carlos Pirú carnavalesco e autor de uma das mais belas canções a mim ofertadas com o tema POÇO DO MATO, ao Desembargador Gilberto de Paula Pinheiro, um Caboco que aprendi a amar, a Juíza Sueli Pini, pela determinação com a justiça ambiental do Amapá, ao amor de um cidadão alemão MANFRED FRIEDERICH HAASE.
Estórias recontadas por Neca Machado
Mitologia Amapaense é uma coletânea de conversas com PIONEIROS residentes no Estado do Amapá, recolhidas ao longo de mais de vinte anos, onde aprendemos somente a escutar estórias, que fizeram parte de nossa infância, vividas no bairro do Laguinho, reduto de manifestações culturais expressivas, misturando lembranças de uma geração em que a importância das historias contadas por minha avó Dona Leopoldina Machado perpetuou dentro de mim, um sentimento de bairrismo com nossa raiz afrodescendente para dividirmos com as futuras gerações que não conhecem a historia do Amapá.
Tomamos um amor especial por um tema onde o POÇO DO MATO, é central, ele fica localizado no coração do bairro do Laguinho, no meio da Avenida Padre Manoel da Nóbrega, no centro da cidade de Macapá, entre as ruas: General Rondon e São José, e foi declarado Monumento de interesse cultural do Estado do Amapá, através do Projeto de Lei nº 037/93, da Câmara de Vereadores do Município de Macapá.
O POÇO DO MATO possui importância impar para o povo amapaense, foi tema de samba enredo da Escola Jardim Felicidade no ano de 2007, por indicação do carnavalesco Carlos Pirú, e teve como samba enredo o titulo: “Poço do Mato, águas laguinenses que banharam o meu corpo e saciaram minha sede.” Era um cenário de um meio ambiente cultural até a década de setenta dos mais belos no entorno da área de ressaca do Laguinho. Pela crendice popular, em sua área de densa floresta, povoavam mitos e lendas, onde o cenário de medo predominava, com seres inimagináveis, assombrações e personagens folclóricos que se misturavam num espetáculo de magia e encantamento que fizeram parte da infância de muita gente no Amapá. Hoje totalmente desaparecido por sucessivas invasões.
Uma das principais personagens referenciais do POÇO DO MATO, foi o executor da obra que fazia parte do desenvolvimento da antiga Companhia de Água do Amapá, era o português ANTONIO PEREIRA DA COSTA, nascido em Vila Nova de Gaia-Porto-Portugal a 17 de fevereiro de 1901, e falecido em Macapá a 03 de julho de 1983.
AGRADECIMENTOS
Peço desculpas às crianças por elaborar uma coletânea dedicada às lembranças de uma amapaense saudosista, e as pessoas grandes, as memórias de PIONEIROS que esquecidos pelo poder público, e em conversas de “pé de ouvido” contaram-me preciosidades debruçando-se sobre o passado num misto de saudade e lirismo.
Dedico este exemplar a memória de IZABEL MACHADO, heroína das Ilhas paraenses, desbravadora, e MINHA MÃE, a Carlos Pirú carnavalesco e autor de uma das mais belas canções a mim ofertadas com o tema POÇO DO MATO, ao Desembargador Gilberto de Paula Pinheiro, um Caboco que aprendi a amar, a Juíza Sueli Pini, pela determinação com a justiça ambiental do Amapá, ao amor de um cidadão alemão MANFRED FRIEDERICH HAASE.
BIOGRAFIA
NECA POR NECA MACHADO
Considero-me uma amapaense Bairrista por amar minha raiz, nasci em 05 de agosto de 1961, na cidade de Macapá, estado do Amapá. (Estou desencarnando...)
Os antigos cablocos tinham por habito olhar no calendário ao registrar seus filhos o dia do santo. E lá fui eu batizada com o nome de Nossa Senhora das Neves, Chamo-me então Neves, aos pouco minha mãe soberba com uma menina negra de olhos da cor de mel, chamou em sua ousadia de boneca, com o passar dos anos restou NECA, assumi o pseudônimo de NECA MACHADO.
Sou irrequieta, não me contentei com a miséria e nem com a ignorância, não tenho o habito de ter MEDO, considero-me CORAJOSA. Busquei conhecer a administração e em Belém do Pará formei-me em bacharel em administração de empresas geral, depois licenciei-me plena em pedagogia pela Universidade Federal do Amapá, sou especialista em educação com base tecnológica pela Faculdade Seama em parceria com a Secretaria de Educação do Amapá, sou pós graduada em ensino profissionalizante e com a mesma inquietude de amar a historia do Poço do Mato, fui a academia mais uma vez especializar-me em Direito Ambiental.
Incomodei muitos medíocres ao tornar-me jornalista colaboradora com mais de 2000 (duas mil) publicações entre artigos, contos, e crônicas.
Depois de mais de quarenta anos deixei a Igreja católica para acreditar no espiritismo, considero-me uma mulher alem do normal, tenho uma sensibilidade à flor da pele, muitas habilidades, mas não sou especial, sou alguém com algo sobrenatural, e por isso deixarei as futuras gerações um pouco de minhas habilidades, quer nas artes plásticas, quer na literatura.
Simplesmente! Neca por Neca Machado
Em; Março de 2009.
Considero-me uma amapaense Bairrista por amar minha raiz, nasci em 05 de agosto de 1961, na cidade de Macapá, estado do Amapá. (Estou desencarnando...)
Os antigos cablocos tinham por habito olhar no calendário ao registrar seus filhos o dia do santo. E lá fui eu batizada com o nome de Nossa Senhora das Neves, Chamo-me então Neves, aos pouco minha mãe soberba com uma menina negra de olhos da cor de mel, chamou em sua ousadia de boneca, com o passar dos anos restou NECA, assumi o pseudônimo de NECA MACHADO.
Sou irrequieta, não me contentei com a miséria e nem com a ignorância, não tenho o habito de ter MEDO, considero-me CORAJOSA. Busquei conhecer a administração e em Belém do Pará formei-me em bacharel em administração de empresas geral, depois licenciei-me plena em pedagogia pela Universidade Federal do Amapá, sou especialista em educação com base tecnológica pela Faculdade Seama em parceria com a Secretaria de Educação do Amapá, sou pós graduada em ensino profissionalizante e com a mesma inquietude de amar a historia do Poço do Mato, fui a academia mais uma vez especializar-me em Direito Ambiental.
Incomodei muitos medíocres ao tornar-me jornalista colaboradora com mais de 2000 (duas mil) publicações entre artigos, contos, e crônicas.
Depois de mais de quarenta anos deixei a Igreja católica para acreditar no espiritismo, considero-me uma mulher alem do normal, tenho uma sensibilidade à flor da pele, muitas habilidades, mas não sou especial, sou alguém com algo sobrenatural, e por isso deixarei as futuras gerações um pouco de minhas habilidades, quer nas artes plásticas, quer na literatura.
Simplesmente! Neca por Neca Machado
Em; Março de 2009.
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
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